quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Tudo que eu tenho - Diana

Uma pérola do cancioneiro nacional, desencavada sei lá de onde pela equipe que fez a trilha do filme O céu de Suely, pra vocês.
Aí vai só o link (e a letra, claro) porque o youtube tá de mal comigo.

Que bom seria ter
seu amor outra vez
Você me fez sonhar
Trouxe a fé que eu perdi
E nem eu mesma sei porque
Eu só quero amar você

Tudo que eu tenho meu bem é você
Sem seu carinho eu não sei viver
Tudo que eu tenho meu bem é você
Volte logo meu amor

Eu tento esquecer
Que você ja foi meu
Nunca mais eu vou achar um outro amor
E nem vou procurar
Não quero amar a mais ninguém
Como você não ha ninguém

Tudo que eu tenho meu bem é você
Sem seu carinho eu não sei viver
Tudo que eu tenho meu bem é você
Volte logo meu amor

Se você não voltar
vou sozinha ficar
Solidão vai morar comigo
Vou viver infeliz
Pois o que sempre eu quis
Foi viver contente sempre ao lado seu

Tudo que eu tenho meu bem é você
Sem seu carinho eu não sei viver
Tudo que eu tenho meu bem é você
Volte logo meu amor
Volte logo meu amor

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Alfonsina y el mar

(Ariel Ramirez y Félix Luna)

Por la blanda arena que lame el mar
Su pequeña huella no vuelve más
Un sendero solo de pena y silencio llegó
Hasta el agua profunda
Un sendero solo de penas mudas llegó
Hasta la espuma.

Sabe Dios qué angustia te acompañó
Qué dolores viejos calló tu voz
Para recostarte arrullada en el canto
De las caracolas marinas
La canción que canta en el fondo oscuro del mar
La caracola.

Te vas, Alfonsina, con tu soledad
¿Qué poemas nuevos fuíste a buscar?
Una voz antigüa de viento y de sal
Te requiebra el alma y la está llamando
Y te vas hacia allá como en sueños
Dormida, Alfonsina, vestida de mar.

Cinco sirenitas te llevarán
Por caminos de algas y de coral
Y fosforescentes caballos marinos harán
Una ronda a tu lado
Y los habitantes del agua van a jugar
Pronto a tu lado.

Bájame la lámpara un poco más
Déjame que duerma, nodriza, en paz
Y si llama él, no le digas que estoy
Dile que Alfonsina no vuelve
Y si llama él, no le digas nunca que estoy
Di que me he ido.

Te vas, Alfonsina, con tu soledad
¿Qué poemas nuevos fuíste a buscar?
Una voz antigüa de viento y de sal
Te requiebra el alma y la está llamando
Y te vas hacia allá como en sueños
Dormida, Alfonsina, vestida de mar.

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Para Lídia entrenar su español.
Esta é uma das músicas mais tristes que já ouvi. Conheço na voz de Mercedes Sosa. Foi feita em homenagem a Alfonsina Storni, poeta argentina que se suicidou em 1938.
Ei, mas não é para se matarem, não! Emborracharse, tal vez...

sábado, 5 de julho de 2008





Acreditem, minha gente, o coleguinha Neil Gaiman ficou com sua branca bunda sentada nessa cadeira durante inacreditáveis cinco horas - tempo que levou para se desfazer a fila de autógrafos do boa-praça na tarde desse sábado na Flip. Dizem que acabou com a tinta de várias bic's. O pessoal da organização bem que poderia ter providenciado um carimbo pro cara, não?

sábado, 28 de junho de 2008

Publicado em um site financeiro

Uma mulher escreveu pedindo dicas sobre como arrumar marido rico. Só isso já é engraçado, mas o melhor da história é que um cara deu a ela uma resposta bem fundamentada.

Dela:

'Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou esposas de gente que ganhe isso e possa me dar algumas dicas?
Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso, e 250 mil não vão me fazer morar em Central Park West. Conheço uma mulher da minha aula de ioga que casou com um banqueiro e vive em Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez de certo que eu não fiz? Como eu chego ao nível dela?'
Rafaela S...'

Dele:

'Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação. Primeiramente, não estou gastando o seu tempo, pois ganho mais de 500 mil por ano.
Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: o que você oferece, visto da perspectiva de um homem como você procura, é simplesmente um péssimo negócio. Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro.
Proposta clara, sem entrelinhas.
Mas tem um problema. Com toda certeza, a sua beleza vai decair e um dia acabar, e o mais
provável é que o meu dinheiro continue crescendo. Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação, e eu sou um ativo rendendo dividendos. Você não somente sofre depreciação como essa depreciação é progressiva, sempre aumenta ! Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5/10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano, e de repente, se você se comparar com uma foto de hoje, verá que já estará um caco. Isto é, você está hoje na 'alta', na época ideal de ser vendida, não de ser comprada.
Usando o linguajar de Wall Street, quem a tem hoje deve tê-la em 'trading position' (posição para comercializar), e não de 'buy and hold' (compre e retenha), que é o para quê você se oferece...
Portanto, ainda em termos comerciais, casamento (que é um 'buy and hold') com você não é um bom negócio a médio/longo prazo, mas alugá-la pode ser, e, em termos sociais, um negócio razoável de que podemos cogitar é namorar. Cogitar...
Já cogitando, e para certificar-me do quão 'articulada, com classe e maravilhosamente linda' você seja, eu, provável futuro locatário dessa 'máquina', quero o que é de praxe: fazer um 'test drive'...
Peço marcar.
Mr John Edwards.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Humor é virtude?

Recortado e costurado do capítulo 17 do Pequeno tratado das grandes virtudes, de André Comte-Sponville.


Que ele seja uma virtude poderá surpreender. Mas é que toda a seriedade é condenável, referindo-se a nós mesmos. O humor nos preserva dela e, além do prazer que sentimos com ele, é estimado por isso.
Se “a seriedade designa a situação intermediária de um homem eqüidistante entre desespero e futilidade”, como diz lindamente Jankélévitch, devemos observar que o humor, ao contrário, opta resolutamente pelos dois extremos.
[...]
Um pouco de humor, um pouco de amor: um pouco de alegria. Mesmo sem razão, mesmo contra a razão. Entre desespero e futilidade, às vezes a virtude fica menos num meio-termo do que na capacidade de abraçar, num mesmo olhar ou num mesmo sorriso, esses dois extremos entre os quais vivemos, entre os quais evoluímos, e que se encontram no humor. O que não é desesperador para um olhar lúcido? E o que não é fútil, para um olhar desesperado? Isso não nos impede de rir do que vemos, e é sem dúvida o que de melhor podemos fazer.
[...]
Quando é fiel a si, o humor conduz antes à humildade. Não há orgulho sem espírito de seriedade, nem espírito de seriedade, no fundo, sem orgulho. O humor atinge este quebrando aquele. É nisso que é essencial ao humor ser reflexivo ou, pelo menos, englobar-se no riso que ele acarreta ou no sorriso, mesmo amargo, que ele suscita. É menos uma questão de conteúdo do que de estado de espírito.
[...]
Mas o humor não está apenas a serviço da humildade. Também vale por si mesmo: ele transmuta a tristeza em alegria (logo o ódio em amor ou em misericórdia, diria Spinoza), a desilusão em comicidade, o desespero em alegria… Ele desarma a seriedade, mas também, por isso mesmo, o ódio, a cólera, o ressentimento, o fanatismo, o espírito sistemático, a mortificação, até mesmo a ironia. Rir de si primeiro, mas sem ódio. Ou de tudo, mas apenas enquanto se faz parte desse tudo e se o aceita.
[...]

O espírito zomba de tudo. Quando zomba do que detesta ou despreza, é ironia. Quando zomba do que ama ou estima, é humor. O que mais amo, o que estimo mais facilmente? “Eu mesmo”, como dizia Pierre Desproges. Isso diz o suficiente sobre a grandeza do humor, e sobre sua raridade. Como não seria uma virtude?


sexta-feira, 6 de junho de 2008

para um amigo ausente

Reproduzindo o texto do meu amigo Jean Mafra.



soube agora a pouco, meu querido, que, logo você, com quem eu tomava longos e divertidos cafés, acabou com a própria vida.

éramos um grupo animado, lembra? eu não esqueço. dos nossos amigos, um está na frança fazendo doutorado e os outros estão por aqui. aquele que era da sua turma e que tinha uma risada engraçada, escreve inúmeros artigos sobre artes plásticas e tem um livro publicado. outros dois, os que tinham uma banda com um nome escatológico, estão fazendo coisas, um alimenta um blog e o segundo está em tubarão trabalhando na área de cultura. outro já não vejo, mas esse eu sei que continua dando aula e escrevendo - sim, nosso querido amigo professor de literatura brasileira acabou de publicar mais um livro com poemas (eu li no jornal dia desses). tem uma que foi pra brasília - e está ganhando bem - e os outros estão por aí, e vão sentir sua falta.

nos encontrávamos diariamente e contávamos os centavos pro café... quando não havia grana saíamos do r.u. pra algum laboratório de lingüística ou de literatura em que algum bolsista amigo nos deixava filar um pouco do nosso néctar. nós gostávamos de café e, se não me engano, além de adorar tirar sarro dos nossos colegas, acho que fazíamos aniversário no mesmo dia... e fazíamos mais coisas, comentávamos as aulas de raúl antelo com entusiamo e íamos aos cafés literários do sesc pra comer e discutir questões que achávamos importantes e assistíamos filmes e peças e shows que rendiam longos papos cheios de citações e escárnio. líamos de tudo, e éramos críticos ferozes... lembra do rico esculachando o mirisola e dizendo que deveríamos largar tudo e ir atrás de onetti?!?

foi naquele período que me vi uma fraude, eu não tinha saco pra academia, não tinha vontade de ler foucault ou said com lápis na mão (aliás, até hoje não terminei o primeiro capitulo dos fragmentos do discurso amoros, sabia?!?). mas tem uma coisa que eu não te contei, foram vocês que me ajudaram a perceber isso - que eu não era intelectual. admirava e inveja seu senso de humor ácido e quase infantil, esbanjando uma inteligência rara (porra, você aprendeu romeno sozinho - e só pra tirar um onda!).

ah, meu querido, nem sei ao certo o que dizer, mas estou chocado em saber que não mais nos cruzaremos por aí. aliás, percebi agora que faz um ano que não nos vemos... triste.

um grande abraço pra você. e nos amigos lídia, cristiano, tiago, juniores, marco, lara, priscila, victor, alckmar, ieda, ana carina, januário, fábio, tânia, emílio, carol, juliane, rachel, zilma, zé ernesto, sérgio, rico, veronica e outros alunos das letras que certamente sentirão, assim como eu, sua falta.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Encontro inesperado ...


... em frente ao Musée D'Orsay (que aprendi hoje que se pronuncia dorsê ou algo parecido) em

Paris.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O tesouro

Certa manhã, acordou esquisita. Isso deve ser da idade, pensou, já não sou menina. A sensação perdurou durante todo o restante do dia, no trabalho, no ônibus, na rua. Em casa, ao jantar, com um prato de sopa diante de si, tomou a decisão. Começaria a economizar, guardar bens, valores, qualquer coisa.

No dia seguinte, saiu de casa mais cedo e passou por um pequeno comércio de quinquilharias. À noite, abriu a sacola que trouxera da lojinha e dali retirou uma caixa de madeira, de trinta centímetros quadrados. Recortou pedaços de feltro, que colou nas paredes internas, e finalizou o trabalho fechando a peça com uma chavezinha de metal. Se não de ouro, ao menos dourada, contentou-se.

Desde essa noite, não pensava em nada que não fosse conseguir objetos para guardar na caixa. Obviamente, não dinheiro, mais bem-guardado no banco. Queria coisas reluzentes, algo que as reviravoltas da economia não ameaçassem de desvalorização.

Tudo o que lhe parecesse de valor ia para dentro do abrigo. Quando meus herdeiros puserem os olhos sobre este tesouro, saberão que lhes doei coisas que me são caras, pensava. Uma pessoa não pode passar a vida em vão, sem deixar nada a ninguém, sem um legado, a não ser o da miséria da espécie, que a esse todos têm acesso.

Chegava a se sentir feliz imaginando o dia de sua morte, com a família a usufruir as riquezas. E o tal não demorou. Um acidente com o ônibus em que ia ao trabalho foi suficiente para lhe pôr fim à existência e à de uns quantos usuários do transporte.

Depois do enterro, já em casa, os irmãos arrumavam as poucas e puídas peças de roupa, guardavam sapatos, produtos de maquilagem, quando um deles encontrou no guarda-roupa a caixa do tesouro. Na parte de cima, a caneta: “Aos meus”. Chamou os outros, juntaram-se para ver a novidade.

Aberta a caixa, que desprendia um cheiro de tabaco envelhecido, os irmãos encontraram, entre vários cigarros soltos pela peça, já com o papel amarelecido e o filtro murcho, pedras coloridas, pedaços de vidro e acrílico, rolhas de cortiça e um papelinho com as bordas carcomidas onde se lia: "...eu ainda a sofrer dos efeitos da queda de um cavalo que nunca montei*".

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*José Saramago, in As Pequenas Memórias

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Me respondam

Existe coisa mais chata que Fórmula 1?

Na minha opinião, somente um grupinho de marmanjos papeando sobre Fórmula 1 - Ui!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Homem tem que ser tratado igual cabelo!

Homem tem que ser tratado igual cabelo!

Num dia a gente prende, no outro solta, num dia a gente alisa, no outro enrola.

Dá uma cortada quando precisa!

Numa semana a gente amacia, na outra é só dar uma batidinha que ele fica ótimo!

Fala a verdade, cabelo dá trabalho....

Mas você consegue viver careca?

sábado, 17 de maio de 2008

Entre Madri e Barcelona

O teclado só tem til em cima do n. Há ponto de ¿? . Na falta do til, fico sem boa parte do vocabulário.
Chegamos em Madri dia 09, sexta-feira e à tarde. Logo a noite descobrimos que quase todos os garotos que entregavam folhetos nas esquinas eram brasileiros. A maioria estava em Madri a menos de um ano. Garotos de todos os cantos do Brasil (até de Macapá!). A noite de Madri começa depois das 10h. E nessa época do ano anoitece depois das 09h30. É linda! Lindo o museu do Prado, as praças, as ruas, os monumentos. Na ultima noite esparemos na praça o metro que começaria a passar às 06h. Já era quase isso.
Barcelona é muito diferente. Andamos muito e pagamos todos os micos de turistas: fotos imitando estátuas, segurando o rabo dos leoes etc etc etc. Barcelona é uma Babel. Ouve-se todas as línguas. Há gente de toda parte do mundo. Todos passeiam por La Rambla. Para mim, é a cidade dos arquitetos. Se tens um projeto maluco para um edifício, o lugar de construí-lo é Barcelona.

domingo, 11 de maio de 2008

Desaparecida

Foi vista pela última vez, no início de maio de 2008, nos arredores do Terminal Rodoviário do Cruzeiro. Na ocasião, trajava-se como consta da foto. Qualquer notícia, entrar em contato com a Casa Branca (c/ Lídia e Luís). A família agradece.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Da série "Indagações"

Tenho dois relógios.
Um me aperta o pulso.
O outro fica frouxo.
Sou eu que não caibo no mundo ou é o mundo que não cabe em mim?

sexta-feira, 25 de abril de 2008

*Sabe a diferença entre o 'Tu' e o 'Você'?

Segue-se um pequeno exemplo, que ilustra bem essa diferença.

O Diretor Geral de um Banco, estava preocupado com um jovem e brilhante Diretor, que depois de ter trabalhado durante algum tempo junto dele, sem parar nem para almoçar, começou a ausentar-se ao meio-dia. Então o Diretor Geral do Banco, chamou um detetive privado do banco e disse-lhe:
- 'Siga o Diretor Lopes durante uma semana, espero que ele não ande fazendo algo sujo'.
O detetive, após cumprir o que lhe havia sido pedido, voltou einformou:
- 'O Diretor Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega seu carro,vai a sua casa almoçar, faz amor com sua mulher, fuma um dos seus excelentes cubanos e regressa ao trabalho'.
Responde o Diretor Geral:
- 'Ah, bom, antes assim. Não há nada de mal nisso'.
Logo em seguida, o detetive, querendo fazer-se entender melhor, pergunta:
- 'Desculpe. Posso tratá-lo por tu'?
- 'Sim, claro' - respondeu o Diretor surpreso.
- 'Bom, então vou repetir' - disse o detetive.
-'O Diretor Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega teu carro, vai a tua casa almoçar, faz amor com tua mulher, fuma um dos teus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Entrenando mi español

Él ha pasado toda su vida dudando.
Dudó de su padre cuándo él le contó cómo se hacían los bebés.
Dudó de su madre cuándo ella le dijo que sus poesías eran muy lindas.
Dudó de su profesora cuándo ella le contestó que la capital de Brasil era la ciudad de Rio de Janeiro.
Dudó de la primera chica que se quedó enamorada de él.
Dudó del lanzamiento del disco Chinese Democracy, del Guns N’Roses.
Dudó que Homero existiera, dudó de Platón, del Holocausto y de Bush.
Dudó del hombre que le dijo en la escuela que todos tienen alguna vocación profesional.
Dudó que Ronaldo tuviera una convulsión antes del último partido del Mundial de Fútbol del 98.
Dudó que su sueldo seria mediocre después de pasar por más de quince años estudiando.
Dudó que el hijo era suyo, dudó que ella no volvería.
Dudó que tenía cáncer.
Dudó que pudiera morir.
Dudó de Dios, de sí mismo y de su padre a reírse.